
Na origem da palavra, medicina não era apenas o nome dado ao tratamento de doenças físicas. Medicus, o médico, era aquele que media, o que construía pontes entre mundos: entre o sintoma e a causa, entre o visível e o oculto, entre o corpo e o espírito.
Durante séculos, medicina foi a escuta dos sinais que o desequilíbrio expressava, para então traduzir em linguagem de cura o que ainda não havia sido dito. Por muito tempo, esse foi o ?remédio? original: um processo sagrado de revelação e transformação, e não apenas de supressão dos sintomas.
Claro que há momentos em que os remédios podem ser necessários. Mas é preciso ter clareza: eles atuam nos sintomas e trazem alívio momentâneo. Raramente curam. Porque a verdadeira causa não está na superfície, está mais abaixo, está oculta.
Neste sentido mais profundo, somos nossa própria medicina. Quando decidimos deixar de mascarar o desconforto e, em vez disso, começamos a escutar suas mensagens ocultas, iniciamos o caminho de reconexão com aquilo que, desde dentro, está pedindo transformação.
Quantas das nossas ações cotidianas são, na prática, remédios disfarçados?
Quando buscamos orações poderosas, seguimos rituais em horários exatos, utilizamos elementos simbólicos, energéticos ou espirituais, ou recorremos a amuletos, arquétipos e ?ajudas externas?, estamos tentando abafar os sintomas, apenas a parte visível de um mundo que não vemos. Talvez isso amenize algo. Talvez crie a ilusão de força. Mas jamais toca nas raízes.
De fato, o subconsciente busca esses atalhos como forma de evitar a verdadeira viagem, aquela que nos exige atravessar os portais internos e alcançar as causas que sustentam os desequilíbrios. Evitar essa jornada não é resultado do medo, e sim da ignorância dessas causas, o que chamamos de vazio de percepção.
Trabalhar a causa exige outro nível de coragem. É olhar para dentro com escuta real, para revelar os bloqueios e condicionamentos que circulam silenciosamente nos pensamentos mais profundos, nos traços da nossa ?árvore interna?.
Só começamos a nos mover na direção das causas quando deixamos de nos satisfazer com práticas superficiais e mergulhamos na profundidade do nosso ser.
A chave está em nos encontrar com aquilo que evitamos. No entanto, é justamente lá que reside a origem dos desequilíbrios, que mais tarde se projetam em todos os planos da realidade: nos relacionamentos adoecidos, na saúde frágil, nos negócios que não prosperam, na ausência de direção interior.
Escute novamente: ?nos encontrar com aquilo que evitamos?. É isso que este texto propõe: nos encontrar por meio daquilo que ainda está sem nome. Assim, o próprio ?vírus? se transforma no ?remédio? por meio do qual nos reencontramos.
E não é possível substituir esse processo com práticas externas. Estamos aqui para transcender os moldes da identidade construída, revisar a estrutura que nos habita e realizar correções a partir de um lugar mais profundo, o real propósito da alma.
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Horacio Zabala © 2025
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